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Sub Projetos 2009

I - OLHANDO PARA O CÉU
  • Público-alvo: 5o, 6o e 7o anos
  • Período: de fevereiro a dezembro

O ano Internacional da Astronomia celebra uma invenção que trouxe inúmeras descobertas astronômicas: desde o telescópio seguida da resolução cientifica que alterou a visão do mundo.

  • Objetivo: estimular o interesse pela astronomia, da descoberta pessoal e o prazer de compartilhar conhecimentos sobre o Universo.
  • Culminância: unir-se ao Projeto “Olhando para o Céu – Positivo” / OBA – Olimpíada Brasileira de Astronomia – inscrição 10/03 (6o ano) / “A evolução do telescópio / “Galileu Galilei e suas idéias inovadoras sobre o sistema solar” / Filmes e músicas sobre a Ciência Moderna / Visita ao Planetário (5o e 7o anos)

A tecnologia que começou com uma simples luneta e que hoje explora desde geleiras marcianas até os confins do Universo; questões ainda não respondidas, como a origem do Cosmos e a possibilidade de vida extraterrestre. Toda uma gama de tópicos derivados da ciência dos céus.Começando pelo princípio, devo explicar a escolha de 2009 como o ano da astronomia. Em 1609, ou seja, 400 anos atrás, dois eventos marcaram o início da astronomia moderna. O mais famoso deve-se a Galileu Galilei, o italiano considerado por muitos o "pai" da ciência moderna. Em 1609, ele recebeu de presente de um amigo um objeto inventado pelo oculista holandês Johannes Lippershey em outubro de 1608, um "tubo óptico de magnificação". Extremamente habilidoso no laboratório, Galileu logo construiu o seu próprio telescópio, com lentes mais potentes do que as do holandês. E, num momento inspirado, apontou o instrumento para o céu noturno. Muito provavelmente, outras pessoas já haviam feito isso. Mas nenhuma o fez com a inteligência, a astúcia e a eficácia de Galileu. O que o italiano viu mudou profundamente a nossa concepção do Cosmos. E a relação entre a religião e a ciência.

No mesmo ano, nos arredores de Praga, o alemão Johannes Kepler publicou o livro "Astronomia Nova". Após oito anos de muita ansiedade e de montanhas de cálculos, ele conseguiu provar o que ninguém, em 3 mil anos de observações, jamais havia suspeitado: as órbitas planetárias são elípticas, e não circulares. No livro, Kepler demonstra isso apenas para Marte. Mas já foi o suficiente. O círculo, figura mais perfeita, deixou de ocupar o centro do palco. Kepler foi além. Na mesma obra, especulou que uma força emanando do Sol é a responsável pelas órbitas planetárias. É o embrião da teoria universal da gravidade, que seria desenvolvida por Newton décadas depois. Não é à toa que Kepler batizou o seu livro de "Astronomia Nova". Ele sabia que os céus jamais seriam os mesmos.

Toda essa história começou um pouco mais cedo, em 1543, quando o polonês Nicolau Copérnico publicou o livro "Sobre a Revolução das Orbes Celestes". Ele propõe, num ato de enorme coragem intelectual, que o Sol ocupa a posição central do Cosmos. Até então, a astronomia era dominada por ideias aristotélicas, desenvolvidas em torno de 300 a.C. Segundo Aristóteles, a Terra, imóvel, era o centro do Cosmos. A Lua, o Sol, os planetas (até Saturno, já que Urano e Netuno não são visíveis a olho nu) e as estrelas giravam à sua volta em órbitas circulares. Pensava-se que os objetos celestes eram feitos de uma substância encontrada apenas nos céus, batizada de quintessência ou éter. Na Terra, tudo era composto por terra, água, ar e fogo. Aristóteles dividia a realidade em duas partes: da Lua para baixo, os elementos podiam se combinar, permitindo transformações materiais. A Lua e os demais corpos celestes eram perfeitos e imutáveis. Os céus eram eternos.

Copérnico virou tudo de cabeça para baixo. Ao pôr o Sol no centro, transformou a Terra num planeta como outro qualquer. Teólogos não gostaram nada disso, já que tanto católicos quanto luteranos achavam que a adoração do Sol era um ato pagão. Se Deus criou o Cosmos, certamente teria optado por um arranjo onde nós, Sua criação, ocupássemos uma posição especial. Copérnico não ligou. Seu esquema ainda ordenava os planetas de acordo com o tempo que demoravam para completar uma órbita: de Mercúrio, com 3 meses, a Saturno, com 29 anos. Muitos acham que a Igreja censurou Copérnico. Isso não foi verdade até bem mais tarde, em 1616. Tanto assim que Copérnico dedicou o seu livro ao papa Paulo III. A complicação com a Igreja se deve a Galileu e à sua insistência em tentar convencer os teólogos cristãos de que interpretavam a Bíblia erroneamente - ao menos no que diz respeito à posição da Terra no Cosmos.

A obra de Copérnico, mesmo que lida por algumas das mentes mais influentes do século 16, só foi surtir efeito 70 anos mais tarde, nas mãos de Galileu e Kepler. São eles os verdadeiros herois da revolução copernicana, os que iniciaram de fato a profunda transformação do nosso conhecimento. Se hoje sabemos que somos feitos de matéria das estrelas, que nosso planeta foi formado há 4,5 bilhões de anos e que vivemos em um Universo em expansão, devemos agradecer aos dois. Apenas aqueles que acreditam na força das ideias têm o poder de transformar o mundo. Neste 2009, vamos celebrar os homens e mulheres que, nos últimos 400 anos, trouxeram tanto do Cosmos até nós.

Marcelo Gleiser é astrofísico, professor do Dartmouth College, nos US

II - DARWIN

  • Público-alvo: Fundamental II
  • Período: março / abril

Que mundo é esse em que vivemos? Para onde vamos ou queremos ir? Essas e outras perguntas intrigam a humanidade. Comemorando os 200 anos do nascimento de Charles Darwin, procurando respostas para essas questões.

O conhecido naturalista, Charles Darwin , nasceu na Inglaterra em 1809 e foi o responsável, juntamente com Alfred Wallace, pela publicação da Teoria da Evolução.Um dos marcos mais importantes da sua história foi a viagem a bordo no navio Beagle entre 1831 e 1836, na qual visitou diversas regiões do globo terrestre e teve condições de perceber uma interessante relação entre fósseis e espécies viventes na época e mecanismos de adaptação de espécies relacionados ao ambiente e modo de vida destes.

Um exemplo destas observações foi entre emas e avestruzes, espécies que, apesar da semelhança, ocupam regiões geográficas distintas. Os tentilhões de Galápagos, com bicos adaptados aos tipos alimentícios - e tartarugas gigantes do mesmo arquipélago, com detalhes no casco característicos para indivíduos de cada ilha - também foram exemplos clássicos quando nos referimos a Darwin. Inclusive estes foram, além de suas leituras, curiosidade e discussões com pesquisadores, definitivos para o insight que teve.

Assim, Darwin teve condições de, por mais de 20 anos, relacionar esses fatos e publicar a teoria. No estudo A Origem das Espécies formula a teoria da evolução dos seres vivos mediante uma seleção natural que favorece nos indivíduos variações úteis na luta pela existência; estas variações transmitem-se, reforçadas, aos descendentes.

Charles Darwin formula a doutrina evolucionista, segundo a qual as espécies procedem umas das outras por evolução. Em virtude da seleção natural sobrevivem os indivíduos e as espécies melhor adaptados. Estas ideias revolucionam as concepções biológicas da sua época.

III - A FRANÇA E O BRASIL (Ano da França no Brasil)

  • Público-alvo: Ensino Fundamental
  • Período: 21 de abril a 15 de novembro

No ano de 2009 brasileiros e franceses irão celebrar o Ano da França no Brasil, como partes das relações bilaterais entre os dois paises.

  • Objetivo: conhecer as diferentes áreas da economia, tecnologia da França contemporânea e ampliar as oportunidades de intercâmbio entre os dois países.
  • Culminância: a influência dos franceses no Brasil, França revolucionária – os ideais burgueses dos anos 80 / “Um passeio pela França – tecnologia e medicina”

O prédio onde atualmente funciona a Casa França-Brasil, foi projetado pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny, que pertencia à Missão Artística Francesa de 1816, e é um exemplar do Estilo Néo-Clássico do Rio. Sua construção foi iniciada em 11 de junho de 1819, para ser a Praça de Comércio do Rio de Janeiro, uma espécie de Bolsa de Valores da época e foi inaugurada em 13 de maio de 1820, data do aniversário de D. João VI. O local logo se tornou um ponto de encontro de poderosos comerciantes, muitos deles com aspirações políticas. Em 1821, influenciados pelos ventos da Independência Americana e da Revolução Francesa que chegavam até o Brasil, foi palco de uma manifestação de pessoas que queriam: uma Constituição Liberal e a permanência da Corte Portuguesa no Brasil. A manifestação foi violentamente reprimida, sob o comando de D. Pedro, que invadiu o prédio para dispersar a multidão. Em consequência deste fato o prédio foi fechado.

Depois da Independência, em 1824, nele foi instalada a Alfândega, que permaneceu no local até 1944, quando mudou-se para a Avenida Rodrigues Alves. Mas em 1938 o edifício foi tombado pelo Patrimônio Histórico, no entanto isto não impediu que ele fosse ocupado entre 1944 e 1952 como depósito de arquivos do Banco Ítalo-Germânico, que o deixou em péssimo estado de conservação.

O prédio foi restaurado e em 1956 passou a ser ocupado pelo II Tribunal do Júri, que ali permaneceu até 1978. Mas ele não deixou de correr riscos: de um lado de pessoas como o eminente arquiteto modernista Lúcio Costa que desejava demolí-lo para no local construir um edifício e de outro pelas obras do Viaduto da Perimetral, que de fato quase derrubam o prédio com seus bate-estacas. Mas ele resistiu e a partir de 1980 surgiu a idéia do aproveitamento cultural da construção. Em 1984 Darcy Ribeiro, então Secretário de Cultura do Governo do Rio de Janeiro, ao qual o terreno pertencia, articulou-se com o Ministro da Cultura francês, Jack Lang, para construir no local um Centro Cultural de intercâmbio entre o Brasil e a França. O prédio de Montigny foi então cuidadosamente restaurado e em 29 de março de 1990 foi inaugurado o Centro Cultural França-Brasil, que tem sido palco de importantes eventos no Corredor Cultural da Cidade.

 

IV – LIMPEMOS O MUNDO

  • Público-alvo: 7o ano
  • Período: fevereiro e março

Organização do Tratado de Cooperação escolheu o ano 2009 como o Ano do Destino Amazônia, onde será mostrada a região em ações de turismo e auto-sustentabilidade.

  • Objetivo: desenvolver estratégias para o governo, universidades, ONGs, grupos indígenas, organização de classes como poderemos preservar a região.
  • Culminância: Projeto para o governo ou ONGs – propostas seguindo os idéias de sustentabilidade

Conhecendo a Amazônia: a riqueza vegetal e mineral / Ecoturismo: um passeio diferente / Contrastes e perspectivas econômicas e sociais sobre a Amazônia / O reflorestamento da Amazônia – prevista a visita do político Sirkis para debates

Florestamento da região do Neguev – com material orientado pelo KKL

V - OFICINAS DO TEXTO

* Aventura no Espaço (apoio Portal Positivo e Informática)

  • Público-alvo: Infantil
  • Culminância: inscrições – 8 de maio (Portal Positivo)

Cada aluno enviará suas próprias ideias ao estilo do Mundo das Crianças para criar sua própria história. Conhecerá planetas, luas, estrelas e cometas, fará várias escolhas, definindo diferentes rumos para sua história.

* Gibi da turma (apoio Portal Positivo e Informática)

  • Público-alvo: 4o ano
  • Culminância: inscrições 8 de maio (Portal Positivo)

Criação de uma divertida história em quadrinhos ilustrada por Ziraldo, o Gibi da Turma mostra jovens que se unem para formar um grupo e se apresentar ao mundo.

* Jornal do Futuro (apoio Portal Positivo e Informática)

  • Público-alvo: 9o ano
  • Culminância: inscrições 8 de maio (Portal Positivo)

Criação de um jornal diferente, onde cada estudante escreverá sobre o futuro, pensando sobre o mundo e suas tendências, realizando a ideia de como seremos daqui a cem anos.

Haverá um toque especial com cartoons, ilustrações e anúncios que o estudante escolherá entre as várias opções criadas pelo Ziraldo.

VI – CONCURSOS LITERÁRIOS
  • Público-alvo: Fundamental I e II (a partir do 2o ano)
  • Culminância: 30 de junho (prosa) - 01 de dezembro (verso)
  • Tema: À Vida – L'Chaim
VII - AUTOR EM SALA DE AULA
  • Público-alvo: Fundamental I e II
  • Culminância: o ano todo
Visita do autor , cujo livro foi adotado, convidado pela escola, para troca de ideias e debate com os alunos em classe. Todas as turmas serão visitadas.
VIII - CHIDON TORAH
  • Público-alvo: Fundamental I
  • Culminância: novembro
Concurso sobre a aprendizagem de Torah demonstrando conhecimento adquirido durante o ano letivo. Os familiares são convidados no dia da apresentação. IX –TRIATHLON DE MATEMÁTICA
  • Público-alvo: 5o ao 9o anos
  • Culminância: 16 de julho
Alunos participam em grupo de desafios que exigem raciocínio lógico, buscando soluções, utilizando competências importantes, como a observação, intuição, abstração e criatividade, visando uma nova maneira de vivenciar a Matemática. Um dia exclusivamente voltado para a área de matemática. X - FOREVER – HIT/HOT PARADE Viagem através dos sucessos musicais em língua inglesa das décadas de 50 a 2010, focalizando a temática “Vida”, formando o “Parade Forever”
  • Público-alvo: Infantil, Fundamental I e II
  • Culminância: Feira do Conhecimento
XI -BOOK FAIR
  • Público-alvo: Fundamental II
  • Culminância: última semana de abril
Motivados pelo professor comprará um livro, que fará parte de uma Ciranda de Livros na língua inglesa, depois trocará com os colegas de turma. Um trabalho todo voltado ao incentivo de leitura de língua estrangeira.

 

XII-CAMBRIDGE

  • Público-alvo: Fundamental I e II
  • Culminância: dezembro
  • Curso preparatório (com aulas especiais) para o diploma em Inglês no final do Fundamental I e II
XIII- PASSEIOS CULTURAIS
  • Público-alvo: todos os segmentos
  • Culminância: ano todo
Ligados à temática dos projetos desenvolvidos durante todo o ano letivo, os alunos poderão assistir aulas em espaços diferentes, ampliando seus conhecimentos. As visitas serão planejadas e programadas pela coordenação pedagógica + professores


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